Morando Junto |
Somos Carolina e Jaciel, uma estudante de jornalismo e um estudante de publicidade. Somos um casal e moramos juntos, e resolvemos compartilhar situações inusitadas da vida de um casal jovem, e pode-se dizer um tanto quanto fora da casinha. tá meio sessão da tarde isso, mais tarde a gente arruma. MUITAS CONFUSÕES! |

Todo casal tenta parecer perfeito um para o outro. Bem, a gente tentou, mas convenhamos que morar junto desde as primeiras semanas de namoro não contribui muito para isso.
Acontece que a gente se diverte muito com as situações que criamos no nosso dia a dia, e que normalmente constrangeriam alguns casais. Não sei se estamos fazendo terapia de casal criando isso, ou se só somos malucos e queremos dividir essas bobagens com vocês, amigos próximos e curiosos “das internet”.
Então, além de morar junto, a gente estuda na mesma faculdade porém cursamos coisas diferentes, antes de tudo fomos sempre amigos, o que facilita bastante a nossa relação.
Pois bem, capitulo 1 - O triângulo das bermudas, e o monstro engolidor de meias.
Eu, Carolina sou bagunceira por natureza, e minha alma gêmea também, juntar a minha bagunça com a bagunça dele, talvez não tenha sido a melhor idéia, mas estamos trabalhando para resolver essa questão.
Nossa condição sanitária de vida decaiu bastante, pra arrumar a cama é praticamente uma prova de programa de televisão, só que sem a piscina gigante e o balde de geleca. Além disso, toalha molhada em cima da cama não é uma condição unicamente masculina por aqui, (admito).
Uma das situações mais engraçadas que já passei quanto a “arrumação” da cama, aconteceu bem no início do nosso namoro. Eu tinha trabalhado o dia todo, e ele tinha trabalhado durante a madrugada e ficado em casa durante o dia. De noite quando chegamos da aula, eu visivelmente morta, louca pra deitar na minha caminha e descansar, fiquei extremamente feliz que ele tinha arrumado a mesma. Pois bem, doce ilusão, puxei as cobertas e me deparei com TODOS os lençóis completamente amarrotados ali. Olho pra ele e a resposta foi : “a gente vai bagunçar mesmo”.
Já eu, Jaciel, digo que o quarto que antes era habitado somente pela Carol já não supria totalmente as “necessidades espaciais”. Pois bem, desde que eu cheguei com as minhas coisas, a situação, além de ficar mais complicada, se tornou um convite para mais um morador do quarto: o terrível devorador de meias, que fica embaixo da cama. Acontece que desde que aprovamos a sua permanência no mesmo “habitáculo”, nossa procura - sempre apressada e atrasada - por meias tem sido algo de dificuldade olímpica. Não é por acaso que sempre vejo a minha querida esposa usando uma meia de cada tipo para ir trabalhar: até aí não tem problema, quero ver quando quiser comprar um sapato e se esquecer disso.
Mas saindo do assunto meias, temos móveis extremamente versáteis e otimizados, vindo diretamente de Singapura: uma cadeira que é um ótimo guarda-qualquer-coisa sem portas, e uma outra cadeira rosa que tem a vocação de mesa de computador e/ou suporte para estufa. Estufa essa, que é apoiada na tábua do tanque de lavar roupa que roubamos da Dona Zilá.
Tenho dois quadros que estão “belissimamente” no chão, uma guitarra apoiada no violão, que está apoiada no amplificador, que serve de criado-mudo onde deixo algumas coisas.
Se queremos achar qualquer coisa, é só estender a mão embaixo da cama, pois o monstro das meias é muito gentil e nos alcança o que procuramos.
Enfim, o último presente que ganhamos foi uma LIXEIRA, pra vocês terem uma ideia da situação.